PM SUSPEITO de liderar estupro afirma: 'Sem fundamento'

ELE NEGOU ENVOLVIMENTO no crime ocorrido em Castelo; Não é o que diz a Defensoria


O policial militar Elias Mota Júnior concedeu entrevista por telefone ao programa Agora, da TV Meio Norte, onde negou seu envolvimento com o estupro coletivo ocorrido no dia 27 de maio em Castelo do Piauí. O PM teria sido citado por G.V.S., de 17 anos, como suposto mandante do crime que chocou o país.
"Ia receber a quantia de dois mil reais? Isso aí não tem fundamento nenhum. Qualquer ser humano em sua consciência ia imaginar que um menor de idade, de 16 anos, ia tocar o terror sozinho na cidade?", disse, defendendo-se da acusação de que teria oferecido dinheiro para que o adolescente de 17 anos cometesse um crime de grande repercussão na cidade de Castelo.
Transferido para Campo Maior, depois de cinco anos em Castelo, ele teria a suposta intenção de que o clima de insegurança na cidade aumentasse, e para que assim, a população sentisse "falta" dele atuando contra a criminalidade. Assim relata a Defensoria Pública no documento encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar.
Segundo o subcomandante da Polícia Militar, coronel Lindomar Castilho (foto abaixo), em entrevista à TV Meio Norte, na última semana a Defensoria Pública oficiou o comando da PM pedindo a abertura de um procedimento para apurar a conduta deste militar, que foi apontado em relatos feitos por menores internos do Centro Educacional Masculino (CEM), como mentor do crime contra quatro adolescentes.


Estes internos teriam ouvido de G.V.S., assassinado pelos supostos comparsas dentro do CEM, que este mandante teria oferecido a quantia de R$ 2 mil e a garantia de um advogado para praticar um crime de grande repercussão.
Neste fim de semana, o policial foi transferido do 15º Batalhão da PM para o Quartel do Comando Geral, e já está em posse da Corregedoria da Policia toda documentação para abertura de inquérito policial militar contra o PM. "Temos documentos da defensoria pública, onde está bem claro, que estes menores em juízo acusam este policial, e cabe agora apurar", disse o sub-comandante Lindomar Castilho, na TV.

Jovens sentenciados por crime em Castelo do Piauí ficaram juntos em um único ALOJAMENTO por falta de vagas no CEM, hoje superlotado

DEFENSORIA VAI PEDIR ABSOLVIÇÃO DE MENORES
A apelação da Defensoria Pública, em favor dos três menores sentenciados pelo crime contra quatro adolescentes de Castelo do Piauí, vai pedir a absolvição dos mesmos em face de novos depoimentos colhidos junto a internos do Centro Educacional Masculino. As declarações destes internos dão conta de que, antes de ser assassinado pelos supostos comparsas, G.V.S, de 17 anos, teria confessado que praticou o crime ocorrido no dia 27 de maio, no Morro do Garrote, sozinho, e que, para incriminar os demais, teria recebido a promessa de que ganharia a quantia de R$ 2 mil e a defesa de um advogado.
Os relatos foram ouvidos um dia depois que a reportagem da TV Cidade Verde esteve dentro do CEM e ouviu de um dos menores interno na ala D do centro, que G.V.S. teria confessado, antes de morrer, que os outros três adolescentes sentenciados nada tinham a ver com o crime que deixou uma garota morta e outras três com sequelas graves.
A mesma TV Cidade Verde teve acesso aos depoimentos que mostram o relato dos internos, sobre a suposta confissão de G.V.S.. Um deles diz que o menor teria dito que estuprou duas meninas sozinho, na presenta de mais dois envolvidos, que ele não declinara os nomes. Teria dito ainda que os outros três menores apreendidos não estariam sequer no morro. As declarações dão conta ainda da informação de que os quatro adolescentes apreendidos teriam sido espancados na cidade de Campo Maior, quando levados após terem sido pegos pela polícia.


Em depoimento, segundo o repórter Tiago Melo, as meninas vítimas do crime teriam dito que foram abordadas apenas por G.V.S., que estava de posse da lâmina de uma faca. Ele sozinho, teria feito uma das meninas reféns, e sob a ameaça de matá-la, obrigou as demais a se amarrarem a um cajueiro, onde foram estupradas. O material genético apenas de G.V.S. teria sido encontrado nas jovens.
Como álibi, dois dos menores disseram que estavam trabalhando na hora do crime e o terceiro informou que estava na casa de amigos.
Agora o caso será analisado pelo Tribunal de Justiça. O promotor do Ministério Público Cesário de Oliveira (foto abaixo) continua convicto da culpa dos quatro adolescentes sentenciados.



Publicado Por: Apoliana Oliveira



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