Impasse entre governo e professores adia início das aulas em Parnaíba


Com a obrigação de cumprir 200 dias letivos, os alunos das redes municipal e estadual devem ter aulas até a segunda quinzena de dezembro.

Sem professores, foi assim que milhares de pais e alunos encontraram as escolas estaduais e municipais em Parnaíba. Em alguns casos, além da falta de professores, as escolas também estavam sem secretários ou até mesmo fechadas.

11,36% esse foi o valor do reajuste salarial para o piso nacional dos professores. O Governador Wellington Dias alega não ter como conceder o reajuste integral para os professores da rede estadual. O Sinte – Sindicato dos trabalhadores em educação, não aceita a proposta do governo estadual em parcelar o reajuste, diluindo o aumento no decorrer do ano de 2016, chegando a sua totalidade somente em 2017. “Queremos o aumento da íntegra e de uma só vez, o que ainda aceitamos parcelar é o valor retroativo do mês de janeiro” declarou Nádia Araújo, Presidente do SINTE - Núcleo Regional de Parnaíba, durante reunião ocorrida nesta segunda-feira (15), na sede do sindicato em Parnaíba.


A presidente ainda esclarece, que os professores estão em “Estado de Greve” podendo deflagrar greve por tempo indeterminado a qualquer momento, ou suspender o mesmo, caso o Governo aceite pagar o piso da categoria.

“O Governo não cumpriu o acordo do ano passado, faltou o enquadramento, faltou percentuais de aumento que seria dado em outubro e não deram, depois passou para dezembro, depois para janeiro e nunca deram, ficou acordado com o SINTE através de ata, que a partir do aumento dos professores também seria reajustado o salário dos administrativos, o que não foi cumprido pelo Governo do Estado! Querem negociar o aumento da categoria em 6 vezes, iniciando em janeiro de 2016 terminando em maio de 2017. Veja bem, em maio de 2017 já é para estarmos recebendo o novo piso de 2017, e não terminando de incorporar o de 2016. Mais uma vez o Governo do Estado quer, que os trabalhadores da educação fiquem com seu salário defasado, com relação ao administrativo, não tem negociação nenhuma. Nossa greve é unificada, tanto para professores, quanto para os administrativos (secretários escolares). O Ministro da Educação recomendou aos governadores e prefeitos que não pudessem pagar o piso e aumento de 11,36%, que abrissem suas contas para os técnicos do ministério analisarem a situação e então receberiam ajuda. Porque não fazem isso? ” Questiona Nádia Araújo.


Rede Municipal de ensino

As aulas da rede municipal de ensino também não tiveram início nesta segunda-feira (15), como havia sido planejada pela Secretaria Municipal de Educação. Segundo a Presidente do SINTE, o motivo do não início das aulas é por falta de um acordo sobre o pagamento do HP (Horário Pedagógico). “Desde 2013 estamos negociando o HP, por questão financeira e administrativa nós sempre buscamos a cada ano essa negociação, esse ano o Prefeito Florentino oficializou o HP, só que, não efetivou formalmente, há um acordo que seja efetivado a partir de hoje (15), mas, em reunião na última sexta-feira (12), que os professores iriam retornar as aulas do município somente no dia 22 se realmente fosse efetivado o HP para todas as escolas, porque algumas escolas do município já tem o HP, e nessa assembleia ficou decidido que só iríamos retornar a partir do dia 22 se todos os servidores tiverem efetivados o HP” .

A presidente esclareceu ainda, que nenhum aluno será prejudicado pelo atraso no início das aulas, e que a carga horária de 200 dias letivos será cumprida na íntegra.

Por: B. Souza
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