​Pesquisa apresenta resultados para empresários do setor têxtil piauiense

O estudo foi realizado pela empresa John Snow em parceria com o Conselho Nacional do SESI e envolveu 100 empresas e 500 trabalhadores  


Nesta terça-feira (03) foi apresentado, na Sala de Reuniões da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI), o resultado da pesquisa “Escutando os Desafios da Produtividade” – como melhorar a produtividade da indústria têxtil brasileira com a escuta ativa de trabalhadores e empresários.
O estudo foi realizado pela empresa John Snow em parceria com o Conselho Nacional do SESI e envolveu 100 empresas e 500 trabalhadores do setor no Piauí. A reunião contou com as presenças dos presidentes da Federação (FIEPI), Zé Filho, e do Conselho Nacional do SESI, João Henrique Sousa; diretores do Sistema FIEPI; empresários do setor têxtil local e de outros segmentos produtivos do Estado.
Antes da apresentação, o presidente da FIEPI, Zé Filho, saudou aos presentes dando as boas vindas e falou da importância daquela ação tanto para o setor da confecção como para os demais segmentos representativos da indústria ali presentes. “Essa pesquisa mostra quais são as maiores dificuldades que o setor de confecção enfrenta”, disse Zé Filho.
Segundo ele, na pesquisa foram levantados cinco pontos e o mais importante é quando ela aponta que a produtividade só melhora quando você aprende a escutar, os técnicos que realizaram a pesquisa explicaram para alguns empresários e para o presidente do Sindicato de confecção os resultados visando aumentar a produção dessas empresas.
O presidente da FIEPI acrescentou que “além de Teresina, existem no Estado outros polos importantes do setor, como Campo Maior, Piripiri e Parnaíba, que esse é um trabalho muito amplo onde foram entrevistadas 100 empresas e 500 trabalhadores de diversas empresas em que se chegou a esse resultado que nós estamos aqui oferecendo, para que eles tomem conhecimento dessa pesquisa para que eles possam implantar e realizar um trabalho para aumentar a produtividade das empresas”, ressaltou o Zé Filho, acrescentando que os empresários devem procurar utilizar mais ações oferecidas pela FIEPI e suas entidades.
Por sua vez o presidente do Conselho Nacional do SESI, João Henrique Sousa disse que no primeiro momento foi procurado pelo presidente do Sindicato Sindicato da Indústria do Vestuário, Calçados e Artefatos de Tecidos de Teresina (Sindvest), Francisco Marques, que após uma conversa ficou acertado a realização desta ação.
“Fizemos isso porque achamos extremamente útil uma ação como esta para o setor, que é um dos maiores empregadores do Estado. Esse trabalho foi tão importante que deve ser levado para outros fóruns. Eu mesmo vou levar para a reunião conjunta dos presidentes de todas as federações do país e esse modelo feito aqui no Piauí deverá servir de laboratório para outros estados, não só para o setor têxtil, mas também para outros”, finalizou João Henrique.
PESQUISA:
A pesquisa por amostragem, com as 100 empresas no Estado do Piauí, constatou que 72,7% delas são microempresas. Apontou ainda, a partir da participação com os 500 trabalhadores entrevistados, que 80% deles são mulheres; 83% recebem entre R$ 880,00 e R$ 1.320,00; e que 40% possuem idade entre 30 e 40 anos.
Entre a aferição encontram-se 55% das empresas que diminuíram a produção em 2016, em relação a 2015. No entanto, no universo das 100 empresas pesquisadas, 58% delas têm a expectativa de forte expansão para 2017. O resultado apontou, também, que os serviços oferecidos pelo Sistema S contribuíram para diminuir os impactos negativos da retração econômica em 2016 e que o uso da capacidade instalada foi de apenas 45,5% para aqueles que não receberam consultoria e para os que receberam o uso total foi de 56,4% - uma diferença de mais de 10 pontos percentuais.
De acordo com os empresários entrevistados, eles estarão aumentando sua capacidade produtiva neste ano e voltarão a contratar e entre os que receberam apoio do sistema SESI estão os mais bem preparados para aproveitar este novo ciclo.
O comércio de têxteis e confeccionados, segundo a ABIT, movimentou 856 bilhões de dólares ao redor do mundo. O parque industrial brasileiro tem mais de 80 bilhões de reais em ativos, 30.000 mil empresas ativas e faturamento de 90 bilhões de reais anuais, representa uma geração de 3,5% do Produto Interno Bruto anual.
Jânio Holanda – Ascom/Fiepi  
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